performance

DISTORÇÕES

artistas eduardo góes, carolina larrea, darlene bezerra, jadilson pimentel, rosilda sá, victor venas e wagner lacerda
direção ricardo biriba

Realizada durante o VI Colóquio Franco-Brasileiro de Estética – O Sensível Contemporâneo, no hall da reitoria/ufba, 1 de junho de 2009





Essa performance “Traz à tona expressividades latentes oriundas de manifestações cotidianas utilizando a argila, o papel e a poesia tecidas nos corpos distorcidos da arte de ação.” (*)

*Folder com a programação do evento internacional

fotos claudia nen

exposições coletivas



DOCE DE SANTO

galeria ACBEU, salvador
junho 2009
curadoria josé henrique barreto e luis claudio campos
design gráfico barbara tercia
fotos (abaixo) rosilda sá




Trata-se de uma exposição de um coletivo de artistas de curadoria de Luis Cláudio Campos e José Henrique Barreto pensado para recortar e pontuar fragmentos de vivências da cultura popular.
Caracteriza-se como uma mostra processual, pois se inicia com 200 artistas, mas estará aberta a adesão de novos trabalhos até que seja alcançado o número de 365 artistas fazendo a releitura de um mito baiano: uma igreja para cada dia, um santo para cada igreja e um artista para cada dia. Dessa forma os trabalhos apresentados criam possibilidades de complementação na medida em que novas obras são acrescentadas à proposta inicial.
O experimento permite estabelecer um diálogo entre a matéria, a idéia e o fazer artístico ao longo do processo criativo: um artista para cada dia do ano e seu olhar diferenciado sobre seu objeto de trabalho. Assim, os artistas integrantes, propiciam um entrelaçamento das suas poéticas visuais, além de possibilitar a interlocução com a vivência de outros pela criação de uma obra processual.
Inicialmente foi escolhido trabalhar com os santos Cosme e Damião por estarem associados aos doces e guloseimas distribuídos por ocasião da sua festa, sendo ampliado, posteriormente, para qualquer forma de leitura sobre o “duplo” até as poéticas individuais de cada artista. A mostra é composta de fotografias das obras de arte, aprisionadas em vidros de doce, como compotas.
Esta proposta tem voz ampla e aborda repertórios de inteligibilidade de ações que evocam passagens temporalmente construídas na relação com o outro.

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nexos


Nexos#3, 2008 (obra em processo)
Argila, madeira, tela de arame, tecido, terracota, pregos, fios de metal e elástico, cascalho, citação da carta do cacique Seattle ao Presidente dos EUA em 1885
Dimensões variáveis
Vista na instalação na Sala Especial - Rosilda Sá, durante o XII Festival Nacional de Arte, Fundação Espaço Cultural, João Pessoa
fotos Adriano Franco e Verônica Belli (acima), Rosilda Sá e Ivanildo Oliveira (abaixo)







"O contato com a argila, matéria informe, matriz, permissiva, plástica revela uma poética artesanal. A decorrência desse encontro favorece a compreensão de analogias, imersões, revelações de metáforas. Modelar a argila é gesto ancestral, evoca de maneira simbólica devaneios imemoriais e involuções. Ação dirigida à matéria, modelar requer contato corporal, manipulações, acúmulos, repetições, dentre outros procedimentos, que no caso particular desta obra, apresenta relações lúdicas, experimentais, híbridas, contaminadas e expandidas...

...Uma das pesquisas revolucionárias na nova linguagem científica é a do físico Fritjof Capra. No livro “A teia da vida”, ele descreve os inter-relacionamentos e as interferências entre fenômenos psicológicos, biológicos, físicos, sociais e culturais, ajudando a nos ver a realidade, o mundo e a vida de outra forma, apontando para a “alfabetização ecológica” e a necessidade de nos reconectar com a teia da vida, construindo, nutrindo e educando “comunidades sustentáveis, nas quais podemos satisfazer nossas aspirações e nossas necessidades sem diminuir as chances das gerações futuras” (CAPRA, 2006, p.231)....

...Provavelmente a matéria mais representativa para tratar destas questões seja a argila/terra, afinal ela está no centro do exemplo mais difundido a respeito da história cósmica a qual o homem atribuiu à sua gênese – o homem veio da terra e a ela retornará. O trabalho do ceramista se assemelha ao da própria criação divina do homem, como um demiurgo. Incorporando a força dos elementos primordiais da natureza, onde a água amolece a terra, o ar seca e o fogo a endurece, num ciclo dinâmico, mantendo esses elementos em profunda simbiose."


Rosilda Sá


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Referências

CAPRA, Fritjof. A teia da vida : uma nova compreensão científica dos sistemas vivos. Tradução Newton Roberval Eichemberg, São Paulo: Cultrix, 2006.

SÁ, Rosilda. Sistemas elementares de queima : uma alternativa para as aulas de cerâmica. João Pessoa, 2001. Monografia (Especialização em Artes) – Departamento de Artes, Universidade Federal da Paraíba.

_____ ; CHAVES, Dyógenes. Relações, conexões, vínculos: amplexos. In: Segunda Pessoa. João Pessoa, Ano 2, n. 2, out-dez 2007. Entrevista.


Montagem Ivanildo Oliveira e Rosilda Sá

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NEXOS – videopoema documental


direção Chico Dantas


Exposta numa Sala Especial durante o XII FENART – Festival Nacional de Arte, na Fundação Espaço Cultural, em João Pessoa, entre 19 e 26 de abril de 2008, a instalação Nexos #3 apresenta uma teia rica em movimento, formada de laços, de nós construídos de argila endurecida pela queima (terracota) e fios de metal e elástico presos com pregos sobre a parede. Nexos é uma obra que está em processo. Ao ser tema deste vídeo, o processo se expande, não é mais individual, mas compartilhado, pois motiva a criação de uma nova produção artística.

Chico Dantas denomina seu trabalho de vídeopoema documental, norteado pela citação da carta do cacique Seattle: “Tudo está entrelaçado, o homem não teceu a trama da vida, ele é apenas um fio...” – que faz parte desta obra –, ele entrelaça suas leituras sobre a instalação sem fugir do que Jorge Coli considera a “ética da obra”. Ao contrário, ele capta o que já está exposto e dá nexos às coisas, inclusive, mostra as reações do público que a vivencia. Ao fazer o que designa edição de espírito, ele, intuitivamente valoriza aspectos que o olho humano não vê, mas que a câmera registra e que são revelados no processo de edição – para ele, “só tem vida se tiver um bom caráter”.

Inspirado pela elasticidade dos fios que compõem a instalação e usando recursos digitais, o diretor transformou a dureza da argila queimada em flexibilidade e criou a animação das figuras dos nós, envolvendo um diálogo entre movimentos, formas, sons e cores. Desta maneira, ele nos dá a impressão de ter voltado ao estado original da argila, com a sua plasticidade.
O áudio foi gravado ao vivo com a Orquestra Sinfônica Jovem da Paraíba e o Coral da UNIPÊ interpretando a música “Ameno” do grupo Era, sob a regência do maestro Luiz Carlos Durier.

Rosilda Sá


disponível para empréstimo na biblioteca central da ufpb, campus I, joão pessoa


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No final de 2008, este grupo de pesquisa foi reestruturado e passou a ser denominado MAMETO - MAtéria, MEmória e conceiTO em poéticas visuais contemporâneas.
Líder Profª Drª Maria Virgínia Gordilho Martins (PPGAV/EBA/UFBA)
design Fábio Gatti
foto Verônica Belli
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vídeos


SINOPSE

Enfocando o processo coletivo de construção do forno de papel, este vídeo didático-poético apresenta duas experiências realizadas com alunos de cerâmica da Universidade Federal da Paraíba. São apresentados todos os detalhamentos da construção e operação até o imprevisível final, onde o forno pode desmoronar ou não; no entanto, por causa de sua efemeridade, ele tem que ser desmontado para a retirada das peças queimadas. Com imagens poéticas, acompanhadas pela delicada trilha sonora original composta por Marcílio Onofre, o vídeo registra um sistema alternativo de queima cerâmica.


ficha técnica

direção Rosilda Sá
roteiro Rosilda Sá, Daslei Ribeiro, Maíra Niaz, Roberta Crispim, Marcelo Coutinho
edição Rosilda Sá, Daslei Ribeiro, Marcelo Coutinho
técnicos de edição Daslei Ribeiro, Marcelo Coutinho, Thiago Marques
trilha sonora original Marcílio Onofre
câmera Rosilda Sá (VHS-C)
finalização Marcelo Coutinho, Thiago Marques
produção Universidade Federal da Paraíba, Pólo Multimídia, Laboratório de Desenvolvimento de Material Instrucional – LDMI
supervisão de produção Carmélio Reynaldo

duração 7’04”
2007



disponível para empréstimo na biblioteca central da ufpb, campus I, joão pessoa
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SINOPSE

O vídeo apresenta a construção do forno de estrutura fixa do Laboratório de Cerâmica do Departamento de Artes Visuais da Universidade Federal da Paraíba, seguida da queima inaugural com a produção cerâmica dos alunos. Nele estão detalhadas as etapas do processo: construção, enfornamento, queima e desenfornamento. Destaca ainda a participação coletiva e homenageia o ceramista Abimael Fonseca. Com imagens poéticas mediadas especialmente pelo elemento fogo, acompanhadas pela delicada trilha sonora original composta por Paulino de Oliveira Neto, o vídeo registra um dos processos milenares de queima cerâmica mantido pela tradição oral.


ficha técnica

depoimento Abimael Fonseca
direção Rosilda Sá
roteiro Roberta Crispim, Rosilda Sá
edição Rosilda Sá, Yorster Queiroga
técnico de edição Yorster Queiroga
trilha sonora original Paulino de Oliveira Neto
câmera Daslei Ribeiro (depoimento), Rosilda Sá (VHS-C)
pós-produção Daslei Ribeiro, Roberta Crispim
produção Universidade Federal da Paraíba - UFPB, Coordenação Institucional de Educação a Distância - CEAD, Laboratório de Desenvolvimento de Material Instrucional – LDMI

duração 17’10”
2004

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SINOPSE

Este vídeo apresenta o registro poético da construção do mural cerâmico no Centro Estadual Experimental de Ensino-Aprendizagem Sesquicentenário - CEEEAS, em João Pessoa, Brasil.
Em 2003, o CEEEA-Sesquicentenário completou onze anos de administração participativa, respaldada pela Cooperativa de pais e professores, se estruturando como escola modelo no Estado da Paraíba. Uma escola pública de qualidade.
Para celebrar esta data e pensando num Projeto que envolvesse os alunos da escola, os professores, a administração, os pais, a comunidade e a Universidade Federal da Paraíba, a Profª Marília Diaz idealizou e coordenou “A Arte Registra a História”, com o apoio da Coordenadora Geral do Sesqui Profª Lúcia Giovanna Duarte de Melo.
Este Projeto visou a construção de um mural cerâmico modelado por 1500 alunos durante as aulas de Arte, configurando-se num espaço para as informações visuais de caráter cognitivo e afetivo que registrou a história recente do Sesquicentenário. Com a concretização do mural, após seis meses de trabalho, a experiência estética passou a ocupar outros espaços na escola, podendo ser vivenciada por todos.

ficha técnica

roteiro e imagens Rosilda Sá
edição Sandoval Fagundes, Yebá Ngoamãn
músicas Milton Dornellas, Totonho, Marcus Fonseca e Xisto Medeiros
apoio Universidade Federal da Paraíba – UFPB
Cooperativa de Ensino de João Pessoa
Secretaria de Educação do Estado da Paraíba

duração 7’46”
2003

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sonhos de argila





SONHOS DE ARGILA, DESEJO DAS MÃOS

direção Elisa Cabral

sinopse


O vídeo mostra a trajetória de criação de uma obra da ceramista paraibana Rosilda Sá, destacando a dinâmica de transformação da argila, desde a sua extração, a uma posterior preparação mediada pelo acréscimo da água, que lhe dá o ponto de plasticidade modeladora. Mostra ainda, sua pesquisa artística de incorporação do metal à argila ainda maleável. O processo finaliza com a queima em forno a lenha, onde a força dos elementos ar e fogo representam a solidificação do próprio processo de criação. O vídeo apresenta, assim, uma síntese alquímica dos quatro elementos da natureza – terra, água, fogo e ar.


direção e fotografia Elisa Cabral
edição Sormani Borborema
música Uakti
apoio NUDOC/UFPB/CNPq
duração 13’
1992


disponível para empréstimo no Pólo Arte na Escola, 1º andar da Biblioteca Central da UFPB, Campus I, João Pessoa

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monografia

SISTEMAS ELEMENTERES DE QUEIMA: uma alternativa para as aulas de cerâmica

Considerando a inexistência de fornos cerâmicos numa parcela das escolas públicas no município de João Pessoa – PB, justificada pela falta de dotação orçamentária, apresentam-se neste trabalho, modos simplificados, iniciais e economicamente acessíveis, com ênfase na tecnologia primitiva (praticada desde a Pré-História), ligada à queima e aos fornos para a obtenção da cerâmica de baixa temperatura (chamada terracota); no intuito de que a cerâmica não seja suprimida das propostas pedagógicas das escolas, nem dos programas dos professores que lecionam a disciplina Arte. Enfocam-se as aplicações e limitações, as construções e manuseios, apresentando vários sistemas de queima: a fogueira, o buraco, os fornos de estrutura fixa e as queimas alternativas (a exemplo do forno de papel). Destaca-se a queima como principal etapa do processo cerâmico, por transformar irreversivelmente a argila crua numa nova matéria. Esses sistemas de queima, por estarem ligados aos processos poéticos de diversos ceramistas, revelam-se em obras indígenas, populares e eruditas, apresentadas num capítulo sobre a História da cerâmica. Com isto, discute-se acerca da democratização e diversidade cultural no ensino de Arte (particularmente as artes visuais) no contexto escolar; centrado nas escolas com suas infra-estruturas, nos professores e seus programas, e nos alunos com suas bagagens sócio-culturais.
SÁ, Rosilda. Sistemas elementares de queima: uma alternativa para as aulas de cerâmica. João Pessoa, 2001. Monografia (Especialização em Artes). Departamento de Artes. Universidade Federal da Paraíba.
Orientadora Profª Marília de Oliveira Garcia Diaz
disponível para empréstimo:
biblioteca central da ufpb, campus I, joão pessoa
biblioteca da Escola de Belas Artes, ufba, salvador
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revista conceitos (capa)



Formas e nexos na obra de Rosilda Sá

Primitivo e contemporâneo, argila, metal, madeira, plástico, fotografia, vídeo, tudo ganha coerência pelas mãos da artista plástica Rosilda Sá. Sua arte transcende a plasticidade tátil, entra no âmbito abstrato, conceitual e exige o olhar reflexivo do observador.

Natural de João Pessoa, professora do Departamento de Artes Visuais da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Rosilda Sá realizou várias exposições individuais, dentre elas “Amplexos”, “Fragmentação” e “Fragilidade” e participou de várias exposições coletivas. No Brasil, expôs em Recife, Belém, Rio de Janeiro, João Pessoa, Curitiba, São Paulo, Uberaba, Ribeirão Preto, Aracaju, Cuiabá, Olinda. Além fronteiras, Rosilda expôs em Marselha, Berlim, Dresdem, Havana, Bruxelas. Recentemente tem se dedicado à produção de vídeos, dirigiu “Construção Coletiva: a cerâmica na escola”, “Mestre Abimael e a Queima Cerâmica: compartilhando saberes tradicionais” e lançará em 2007 “Forno de Papel”.

Nesta décima terceira edição da Revista Conceitos Rosilda Sá nos cede “Nexos”, imagem que ilustra a capa principal desta publicação tão plural quanto os trabalhos da artista-docente. A escolha das obras aqui reproduzidas vai além de uma homenagem ao trabalho de Rosilda, chega adiante como gratidão por tanta dedicação e compromisso com a arte, e segue como ferramenta de disseminação de sua obra. Uma trajetória que encontra na pesquisa conceitual, formal e material o elo intransponível da arte.
edição henrique frança e ricardo araujo
Conceitos, João Pessoa, v.6, n.13, nov. 2006

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